sábado, 20 de fevereiro de 2016

Festival de Teatro de Curitiba 2016

Pelo que percebi num primeiro olhar sobre o guia do Festival de Teatro de Curitiba, com certeza ele será o mais diferente de todos. Uma programação muito voltada para as performances e com pouco elenco. Seria o momento que Nietzsche iria para a Itália. Com dois tipos de performance que gosto; no Teatro de Rua e aqueles contemporâneos com o consciente no palco junto com as parafernálias.

O Festival vem dando prioridade para a diversidade de gênero, e neste junto com o contemporâneo se tornou uma química como marca da Mostra principal. Não estou contando com a Ilíada.
No todo senti que as peças do Fringe levou vantagem nos espetáculos sem falar dos outros que não cheguei a olhar. Com o Fringe sendo o melhor representante do teatro tradicional com o jogo do ator.

Em algumas coisas o Festival corre risco por arriscar na imposição de alguns valores que não se encaixa na facilidade que o público procura. É uma aposta arriscada e muitos podem não gostar. Mas isto é um mero detalhe de gosto já que a continuidade do Festival é que importa para Curitiba num dos únicos fomentadores das artes com visibilidade nacional.

O espetáculo que mais me instigou quando bati os olhos, pelo seu diferencial, foi os "Mordedores" da Cia Improvável da Marcela Levi e Lucía Russo da Mostra principal. Tem algo da sensibilidade numa coisa animalesca social. O social que visei é numa proposta que morder pode ser uma linguagem de aproximação e com um otimismo nas relações humanas. Vai que de repente é a essência do Thomas Hobbes e sendo contemporâneo e performático a lógica pode não valer. Amadurecendo o olhar vão ter muitos outros espetáculos que vou estar vibrando pela descoberta. 

Bom Festival e que Dionísio se embriague nos espíritos incorporados.

"Mordedores" da Cia Improvável