terça-feira, 10 de setembro de 2019

Festival de Teatro de Curitiba 2020


Todos na espera das novidades do 29ª edição do Festival de Teatro de Curitiba e o Fringe. Muitos já angustiado atrás das inscrições e como sempre o festival tem a política do silêncio até pipocar no site oficial do Festival o link de inscrição. E isto provavelmente vai acontecer nos próximos dias contando que todos os anos é o mesmo "modus operandi" sem muitas mudanças.

A maioria dos nomes da cena brasileira nas artes passaram pelo festival em alguma oportunidade. Não dá para tirar o valor democrático dela no festival acontecendo e nem pensar como o festival se estrutura. Apenas temos o festival num sentido reducional filosófico. E isto por si só já basta num Brasil polarizado de políticas extremistas e contenções de investimento em cultura. Muitos daqueles que nadavam em águas favorecidas contribuíram para um estado de coisas que agora olham para trás e se arrependem. Aquilo que prometeram de melhorias não conseguiram dar um mínimo do passado no nosso instante. E é deles que fazem a parte da superestrutura e simulacro que nos mantem vivos entre os desaparecidos.

Que venha o festival e as festas das artes com artistas embriagados com Dionísio.

Carlos Jansson

"Lição de Botânica" do Studio Cine Teatral Carlos Jansson

quinta-feira, 18 de abril de 2019

O orgulho do Festival de Teatro de Curitiba



Hoje encontrei uma postagem de alguém orgulhoso de participar por 3 anos seguidos na assessoria de imprensa do Festival. Mas qual é o objeto do orgulho? Qual é o valor incutido numa profissão tão fragilizada e ao mesmo tempo ostentando uma glória. O jornalista carrega consigo o perfil do personagem na memória daquele que circula na grande cidade e abastece a todos na sua comunicação. Só que nos tempos atuais isto é tão rudimentar se pensar o profissional na sua individualidade no meio desta massa. 

O festival cumpre um papel. Mas que papel é este? Tem seus patrocinadores. Mas é algo eficiente para se ter um patrocinador? A publicidade anda tão rudimentar e a economia tão em baixa sendo difícil imaginar um ganho. A parte criativa do festival aparenta estar mais no envolvimento criativo da propaganda já que ela recebe enquanto os artistas envolvidos no palco do festival fazem apenas por anseio de alguma glória. Isto em plena concepção capitalistas das cidades. 

E as cidades como Curitiba o que virou? A própria rua das flores com suas lojas requintadas deixaram de ser e agora substituídas por lojas com produtos de valores irrisórios num quase camelódromo. Se vê um tanto de parques verdes como se fosse outro mundo que não Curitiba. Os vazios se apresentam sem a completude estética nas pessoas que já não esperam o brilho de se ver rodando pelas ruas atrás de alguma coisa que enche o pulmão de muitas cores e novidades de vitrines. Um vazio prolongado sem esperança que permeia o intimo daqueles que já viveram do fascínio das calçadas. 

Os tempos são de uma tristeza e atrás de toda estrutura existe um ar de enganação de algum gordo por trás criando vantagens e tudo ao redor dele é tão nada.  

segunda-feira, 4 de março de 2019

Festival de Teatro de Curitiba 2019 - Fringe 2019


A atualidade foi marcada por um stress num breque cultural no Brasil com a entrada da extrema direita. Direita que vinha se aproveitando nos seus "modus operandi" na proporção que a Lei Rouanet serve a eles como pinga serve um bêbado. Se discutiu o fim da lei, só o que eles não falaram foi do corte nas verbas do fundo cultural sendo este a melhor alternativa para o artista mais carente. Daqueles sem o vínculo com as grandes empresas que precisam de altas sabedorias nos tramites econômicos e de impostos. Acabaram com os fundos e criaram uma polêmica com a Lei Rouanet que não existe. 

Os grandes eventos como o Festival de Teatro de Curitiba sempre esteve agarrado aos patrocínios dos bancos na habilidade do seu gestor. Sabe fazer isto muito bem e é o trunfo que faz do festival o seu sucesso. Mas, com o declínio de um capitalismo liberal que tira o dinheiro do mercado pagando mal os trabalhadores é visível que não vai poder contar com pagadores de ingressos na bilheteria como antes. Não que isto faça alguma diferença para os gestores já que estes tem o patrocínio garantido pela Lei Rouanet. É uma das broncas do passado com o cinema que aprovavam um orçamento captado e não se preocupavam se tinha alguém no cinema assistindo o filme deles. 

Claro que na Mostra principal feito em grandes teatros e com atores globais as casas vão estar sempre cheias. O Curitibano prestigia já que suas rendas são as melhores do Brasil. Só que aqueles artistas que estão nascendo do berço da arte se encontram num beco sem saída. 
O presente num caminho mais Hegeliano não demonstra que seu fator histórico de tantos anos tenha realmente contribuído para um Brasil cultural mais elevado. Vamos dizer que continuamos na mesma e agora com a extrema direita e as direitas no comando o artista passa a ser marginalizado nas periferias na tentativa de um mundo melhor. Um Brasil estagnado sempre numa mediocridade com seu sangue sugado por aqueles que se dizem bem intencionados e continuam vampiros investindo na pobreza deste pais para que eles brilhem nas suas superações. 

A conclusão é que dificilmente muda alguma coisa no Festival de Teatro de Curitiba com seus patrocínios milionários. O que muda é para o pequeno artista que vai penar nele para conseguir uns trocos, investindo numa fonte seca.