Com certeza o festival ganhou nova cara com uma interação que aparenta uma alteridade. E sendo o primeiro os acertos devem ser postos na mesa na sequência de uma diversidade mais florescente. Como na outra os espetáculos contavam com um dispositivo de grandes nomes de relevo na cênicas televisiva midiática ao sabor popular. E nesta pelo visto a tendência foi dar um passo atrás coletando os talentos escondidos. Não que nas versões anteriores elas não se fizessem presente. E a reação para um festival mais equilibrado não vem só da curadoria é claro, com elementos evidentes e outros não muito visíveis.
Hoje assisti um espetáculo do Uruguai com o nome de Tebas Land que achei difícil entender mesmo a língua sendo familiar. Não é um espetáculo com dialeto e permanece num prólogo interminável. Méritos para a Mostra do festival com sua capacidade regional e ao mesmo tempo um equívoco diante da língua já que espetáculos internacionais dentro de uma dimensão globalizante suprimem a palavra. E acaba sendo um problema também diante da falta da palavra que componha uma musicalidade vogal.
Um teatro nominalista não ganha garantias e consistência no meio cênico. Nomeando de "nominalismo" pela vertente filosófica quando as coisas ganham palavras e só dela o fenômeno se realiza. Os analíticos de Frankfurt recuaram diante da possibilidade. Ficando com os internacionais nos seus modelos internacionais de apresentação, com uma curadoria tendo a sensibilidade na escolha para não incompatibilizar. Sem tirar o mérito da presença de nossos artistas vizinhos se realizando no nosso meio.
Um teatro nominalista não ganha garantias e consistência no meio cênico. Nomeando de "nominalismo" pela vertente filosófica quando as coisas ganham palavras e só dela o fenômeno se realiza. Os analíticos de Frankfurt recuaram diante da possibilidade. Ficando com os internacionais nos seus modelos internacionais de apresentação, com uma curadoria tendo a sensibilidade na escolha para não incompatibilizar. Sem tirar o mérito da presença de nossos artistas vizinhos se realizando no nosso meio.
Não estamos em épocas elitistas diante do panorama brasileiro. Então não se sustenta certos ímpetos de grupos que não estão abertos a diversidade do festival. Existe em todo o lugar e devem ser combatidos. Aquilo que aparenta levar a um poder de grupo elitizado com certeza leva a um resíduo deteriorante da estrutura. Geralmente são aqueles que patinam numa linearidade e se afundam nas tendências nauseantes como se fosse um charme inovador. Está infestação é como a zica corroendo a saúde dos viventes artísticos. Dizem coisas que acabam não dizendo nada numa pose de grande cacique. É melhor uma inércia do que embarcar numa canoa furada desta.
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| Espetáculo do Treat Serpa no Teatro Rodrigo D'Oliveira |

