quinta-feira, 18 de abril de 2019

O orgulho do Festival de Teatro de Curitiba



Hoje encontrei uma postagem de alguém orgulhoso de participar por 3 anos seguidos na assessoria de imprensa do Festival. Mas qual é o objeto do orgulho? Qual é o valor incutido numa profissão tão fragilizada e ao mesmo tempo ostentando uma glória. O jornalista carrega consigo o perfil do personagem na memória daquele que circula na grande cidade e abastece a todos na sua comunicação. Só que nos tempos atuais isto é tão rudimentar se pensar o profissional na sua individualidade no meio desta massa. 

O festival cumpre um papel. Mas que papel é este? Tem seus patrocinadores. Mas é algo eficiente para se ter um patrocinador? A publicidade anda tão rudimentar e a economia tão em baixa sendo difícil imaginar um ganho. A parte criativa do festival aparenta estar mais no envolvimento criativo da propaganda já que ela recebe enquanto os artistas envolvidos no palco do festival fazem apenas por anseio de alguma glória. Isto em plena concepção capitalistas das cidades. 

E as cidades como Curitiba o que virou? A própria rua das flores com suas lojas requintadas deixaram de ser e agora substituídas por lojas com produtos de valores irrisórios num quase camelódromo. Se vê um tanto de parques verdes como se fosse outro mundo que não Curitiba. Os vazios se apresentam sem a completude estética nas pessoas que já não esperam o brilho de se ver rodando pelas ruas atrás de alguma coisa que enche o pulmão de muitas cores e novidades de vitrines. Um vazio prolongado sem esperança que permeia o intimo daqueles que já viveram do fascínio das calçadas. 

Os tempos são de uma tristeza e atrás de toda estrutura existe um ar de enganação de algum gordo por trás criando vantagens e tudo ao redor dele é tão nada.