Como sempre indo direto ao assunto. Como podem perceber os ingressos do Festival de Teatro de Curitiba para a Mostra principal não é exatamente o valor cobrando nos grandes centros. Como a peça "Tom na Fazenda" é cobrado o valor numa apresentação no Rio de Janeiro por R$40,00, em Curitiba no Festival de Teatro de Curitiba é cobrado R$70,00.
Fique indignado porque o Festival é sustentando pela Lei Rouanet com a isenção dos impostos. Quer dizer, eles tiram do teu imposto para trazer peças para a comunidade. E fazem o Curitibano de trouxa. Pense que eles estão ganhando muito da lei Rouanet e ainda cobram mais uma quantia do valor da peça. Então porque serve a Lei? Será que é a brecha para enganar o povo? Isto é legal no liberalismo de Smith. Mas se até a Inglaterra se revoltou então o brasileiro deveria perceber isto.
Quando se pensa que muitos bancos patrocinam o Festival já de cara se tem a sensação de que coisa legal eles estão fazendo. Mas já pensou que os milhões do Festival roda em contas bancárias nestes bancos? E que o patrocínio é apenas para fazer a média da caixinha cheia? Estes bancos patrocinam a cultura da mesma forma que patrocinam o Festival de Teatro de Curitiba? Há um mistério ai!
Agora o Festival quer acabar com que já tinha de teatro em Curitiba. Resolveu fazer das peças que eles cobram inscrições e um monte de coisa que o artista pequeno sai despenado, fazer um tal de "pague quanto vale". Atrás desta artimanha existe um grande problema. Se a cidade se acostuma a ter espetáculos gratuito, quando um artista for fazer o seu espetáculo fora deste festival com certeza vão querer gratuito. O "pague quanto vale" vale para um ano, no ano seguinte já não vale nada, ninguém vai dar nada. Já devem ter sentido isto. Mas o Festival liga para isto? Não liga. Eles são a superesturura de algo místico ou mítico daqueles poderes que os humanos não tem acesso. E é assim que se comporta as pessoas que trabalham no festival tentando beber desta fonte e ter a potência para construir um rosto no cenário artístico. Mas o poder é só um, o liberal econômico com a vocação elitizada de seu produtor, que aparenta nem ser brasileiro. O Festival é uma grande empresa com um financeiro que só se mantem em épocas de crise porque está dando lucros. E os bancos não estão juntos atoa.
Devem estar pensando as razões de ter aberto a "caixa de pandora". Nada nisto é tão inocente. É legal. Mas parece não ser tão legal para a cultura artística envolvendo artistas numa empreitada de fazer um caminho nesta arte e vem para Curitiba e nunca mais volta. Muitos voltam é claro. Mas aquele artista da cidade pequena veio e nunca mais voltou. Foi depenado pelos altos custos de muitas taxas.
As razões. Uns três festival atrás no QG do Festival peguei um ingresso para um espetáculo e queria me comunicar algo já que o espetáculo era naquela noite. Tinha uma bancada de notebook no reservado para jornalistas. Na minha frente estava o jornalista Miguel Arcanjo com dois dele aberto e trabalhando com os dois, e atrás dele tinha um. Como jornalista e em outras épocas os computadores eram reservados para jornalista fiz acesso por ele. Daí veio uma jornalista do Festival e faltou só me bater. Se tivesse um policial ali ela mandava me prender. Daí em diante a minha relação com a imprensa do Festival de Teatro de Curitiba ficou prejudicada. O ano passado nem pedi credencial. Este ano fui mal tratado pela assessoria. Então não preciso manter a fidelidade dos tantos anos que cobri o Festival. Agora eu posso falar o que eu vejo já que não tem volta. E costumo enxergar fácil.
Mas quanto a estes episódios vou continuar falando já que estou no festival, sem credencial, e já tenho algumas situações para relatar.
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| R$40 no Rio e R$70 em Curitiba. E o dinheiro dos impostos da Lei Rouanet? |



