Sendo direto, não vejo vantagem no fomento a cultura no Festival de Teatro de Curitiba. É visível os milhões ganho pelo produtor e os artistas depenados depois da orgia. Foi assim a uma década com minha primeira peça no Festival e foi assim no ano passado de novo. Embora foram justos comigo após a minha reclamação que o borderô não conferia com a realidade das minhas apresentações.
O artista sai fragilizado do evento já que ele se inseriu neste viés de produto mercadológico com um lado se dando bem e o outro em desvantagem. Um princípio de superestrutura nos caminhos do mercado liberal e da lei de fomento liberal com os milhões chegando e não sendo redistribuídos com o objetivo de acelerar e avançar a parte artística e cultural do brasileiro. Como um bom judeu da qual se orgulha o produtor faz da sua vocação o sucesso do seu empreendimento.
A fragilidade do artista se encaixa naquela situação de sempre estar no inicio e tentando se manter dentro da arte com dignidade. Nem sempre volta para o festival nos anos seguintes. Embora a produção local se mantenha nos seus vários motivos e objetivos aproveitando o festival. Mas Curitiba não tem uma estrutura artística acontecendo e isto evidencia um algo danoso. São poucos renomados no seu fazer a não ser aqueles que experimentam os caminhos novelísticos.
Como o produtor movimenta os seus interesses já com grande vantagem diante da lei proporcionando as suas riquezas acaba sendo um paralelo com dimensão. Todos sabem do valor monetário em jogo e os bancos através da isenção dos impostos fazendo sua divulgação com o nome do Festival. Mas nem tanto a divulgação demonstrando nem tanto interesse assim. Devem ter suas vantagens adicionais por estarem nesta empreitada que é muito justo diante da grandiosidade de se ambientar a uma cultura. Fugindo um pouco da noção objetiva financeira de bancos para um benefício a comunidade. Nada razoável se pensar que isto possa ser possível.
É louvável a luta quase sem fôlego dos artistas na iniciativa de dar o seu melhor agarrado a esperança de ter um pedacinho de terra lá no céu. Não dá para explicar a vontade artística deste fazer nos rostos de quem faz. É como um punhal sendo atravessado o seu peito no sorriso e no agradecimento. Uma resignação própria de uma civilização submetida a estruturas de liderança.
Atrás da Curitiba bonita com seus bosques há um ar de decepção daqueles que passam por aqui num turismo cultural. O modelo não vem se sustentando e os impostos dos cidadãos sempre continuam altos para um bem público. Algo de republicano ilusório num país tão carente de boas intenções nas ações.
Atrás da Curitiba bonita com seus bosques há um ar de decepção daqueles que passam por aqui num turismo cultural. O modelo não vem se sustentando e os impostos dos cidadãos sempre continuam altos para um bem público. Algo de republicano ilusório num país tão carente de boas intenções nas ações.
