terça-feira, 27 de março de 2018

A Existência do Festival de Teatro de Curitiba


Um evento é algo a ser estudado na sua estrutura. É um bloco de ações dentro de um social se manifestando. A consciência deve pairar dentro dela numa análise da sua possibilidade de ser construtiva ou destrutiva numa comunidade devendo prevalecer sua saúde. São vidas sendo equilibradas nesta corda. A sua existência passa pelo crivo da moral e infelizmente o festival não é uma máquina. Ela é feita por pessoas. 

Nestas décadas é de se esperar uma base tradicional. Os negócios podem ter virado vícios com as sorrateiras e espirituais permanências liberais. Uma armadilha de um castelo de sonhos aliado ao evento teatro solidificado numa obra como imanência de memória. Será que o teatro brasileiro se encontra num caminho bom? O que deve prevalecer não é sua aparência mercadológica tradicional sendo que tudo se transforma. A arte como produto não deve ser dissecado até que não haja vida nenhuma. O evento teatro é muito velho e foge as regras de tradições de uma moral duvidosa. O sentimento que a gente quer é de muitas coisas boas acontecendo. Mas olhando na frente e na sequência pós festival é percebível a ruína das vontades. E o evento é notado na sua integra e sua moral é questionada. Pode ser que seja notada por individualidades participantes e também na sua integridades intelectual no viés da cultura brasileira. A balança anda pesando para um lado a ponto desta balança não suportar uma existência. Não estão lidando com idiotas. As coisas são vistas. 

E se a crítica vem brotando não é construção de uma crítica tendenciosa. A própria estrutura em ruínas vem construindo a crítica. O que é ruim exala o cheiro e angustia a ponto do grito. E isto vai afetar todos os aspectos do evento deste patrocinadores começando a perceber o castelo ruindo. A inteligência humana ainda prevalece sobre a crença medieval. Os tempos mudam e espíritos velhos se desfazem ao vento.  

Será que este teatro anda em bons caminhos? Está geração tem consciência do chão que pisa? Não existe uma chantagem de mercado nesta arte cênicas se solidificando como imanência metafísica no nosso meio? É uma obra de martelo e o dedão exposto no campo aberto de Bourdieu.  

Carlos Jansson
Diretor Teatral e Jornalista

30/03 às 20h00 no Teatro Regina Vogue



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