A atualidade foi marcada por um stress num breque cultural no Brasil com a entrada da extrema direita. Direita que vinha se aproveitando nos seus "modus operandi" na proporção que a Lei Rouanet serve a eles como pinga serve um bêbado. Se discutiu o fim da lei, só o que eles não falaram foi do corte nas verbas do fundo cultural sendo este a melhor alternativa para o artista mais carente. Daqueles sem o vínculo com as grandes empresas que precisam de altas sabedorias nos tramites econômicos e de impostos. Acabaram com os fundos e criaram uma polêmica com a Lei Rouanet que não existe.
Os grandes eventos como o Festival de Teatro de Curitiba sempre esteve agarrado aos patrocínios dos bancos na habilidade do seu gestor. Sabe fazer isto muito bem e é o trunfo que faz do festival o seu sucesso. Mas, com o declínio de um capitalismo liberal que tira o dinheiro do mercado pagando mal os trabalhadores é visível que não vai poder contar com pagadores de ingressos na bilheteria como antes. Não que isto faça alguma diferença para os gestores já que estes tem o patrocínio garantido pela Lei Rouanet. É uma das broncas do passado com o cinema que aprovavam um orçamento captado e não se preocupavam se tinha alguém no cinema assistindo o filme deles.
Claro que na Mostra principal feito em grandes teatros e com atores globais as casas vão estar sempre cheias. O Curitibano prestigia já que suas rendas são as melhores do Brasil. Só que aqueles artistas que estão nascendo do berço da arte se encontram num beco sem saída.
O presente num caminho mais Hegeliano não demonstra que seu fator histórico de tantos anos tenha realmente contribuído para um Brasil cultural mais elevado. Vamos dizer que continuamos na mesma e agora com a extrema direita e as direitas no comando o artista passa a ser marginalizado nas periferias na tentativa de um mundo melhor. Um Brasil estagnado sempre numa mediocridade com seu sangue sugado por aqueles que se dizem bem intencionados e continuam vampiros investindo na pobreza deste pais para que eles brilhem nas suas superações.
A conclusão é que dificilmente muda alguma coisa no Festival de Teatro de Curitiba com seus patrocínios milionários. O que muda é para o pequeno artista que vai penar nele para conseguir uns trocos, investindo numa fonte seca.