sexta-feira, 7 de abril de 2017

Festival de Teatro de Curitiba 2017 - Pequenas Ilhas


O mundo estético vem mudando drasticamente nos olhares cosmopolitanos e de simulacros numa redoma de imagens. As tecnologias vem pulverizando o planeta numa espécie de democratização da coisificidade dos produtos sem o seu valor no entusiasmo da novidade. Nada mais impressiona e tudo se tornou acessível num capitalismo em decadência. O homem e a máquina passam por um dilema. E o virtual é tão acessível que leva a desvalorização de mídias que antes eram grandes estrelas do cotidiano. 

Não se pode esperar nada que uma mudança no fazer artístico. O homem fazendo entra neste globo de coisas. O virtual e a comunicação andam juntas e a atualização do aspecto tecnológico e econômico das pessoas fazem parte deste evento numa espécie de náusea prevalecendo. Muitos meios de comunicação estão sendo derrotados e outros aparecendo. Um exemplo disto é o jornalismo impresso com o ditos blogs como eu. O futuro é nosso na especialidade de dedicação. Até ontem éramos apenas coadjuvantes e hoje não mais. 

Mas o meu papo hoje com a tal introdução é para mostrar algumas coisas que a percepção atenta ronda o tal evento FTC de teatro no Brasil. Por muito tempo em posse da minha credencial de jornalista no Festival andava feito um maluco entre peças e mais peças. Um observador do tipo de fora olhando dentro nos moldes dos primeiros cientista sociais. Um vulto de coisas acontecendo. 
E neste momento decidi por uma ética não sei de onde não pegar minha credencial já que estava com peça de teatro. Até mandei email pedindo mas não fui atrás pegar. E a coisa de dentro, fazendo parte do dentro é de uma solidão tremenda. Não houve uma interação entre os grupos na sua quantidade de centenas. Não vi nenhum grupo na minha peça e com isto não me deu vontade de ver nada de outros grupos. Apenas de alguns amigos parceiros que alguns nem são tão parceiros assim. Mas tenho grupos parceiros e gente que patrocinou e apoiou muito nossa iniciativa. A questão aqui não é pontual e sim geral. 

É claro que o festival se preocupou e teve algumas coisas que foi neste sentido. E pode ter acontecido para alguns de forma diferente. Todo mundo é diferente e vai muito de como estava no mundo. Mas para quem anda atento e buscando coisas no meio de forma intensa talvez o grau de acontecimentos no festival da coisa que estou falando foi menor do que em outras edições. As vezes penso que o festival vai acabar e torcendo para que isto não aconteça. O silêncio do Festival as vezes leva a pensar isto. É claro que isto depende do proponente na sua continuidade financeira que nisto aparenta ser bem ágil. 

FOTO: Paulo Jaques - Janela para Casmurro - Festival de Teatro de Curitiba
  
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