O teatro de rua do Festival de Teatro de Curitiba é uma das práticas que envolve artistas idealistas e com vontade de produzir uma imaginação rica na estética da arte. E nele se encontra verdadeiras preciosidades dentro de uma estrutura que o Festival proporciona.
Diante de uma iniciativa frustrada de muitos quiosques de empresas (comercial) no Memorial onde se encontra o QG do Festival deveriam consagrar pelo menos uma apresentação destes grupos fora a pauta de apresentações em vários locais de Curitiba. Poderia ser um projeto mais organizado neste sentido. Quando se procura o Festival (público e artistas) se vai a este local e nele deve haver uma energia positiva com artistas manifestando sua arte. Sem quiosques de empresas e sem artistas brilhando no local fica frio, como Curitiba. Eles se apresentam lá só quando chove e aquilo lá vira uma festa. As pessoas se comunicam mais. E se o Festival perde o seu caráter de festa então tudo vira uma merda. Se deparar com a organização do fringe lá é brochante. Embora queiram aparentar simpáticos, nunca tiveram a empatia necessária numa tentativa de hierarquização vaidosa. Não proporcionam a energia daqueles que investem suas potências artísticas no Festival. O resultado informativo é muito pouco pela demanda de público que anda cercando o evento. Cartazes no local em épocas anteriores era ruidoso mas ao mesmo tempo era ilustrativo e de um colorido necessário aos olhos do Festival. No momento a energia é de um funeral.
O devir do Festival é de um buraco. A cada ano se cava um metro a mais. A orientação deveria de ser uma estabilização de energia que nela brotava flores. A cada edição algo a menos acontece. No jornalismo que se encontrava no 3º andar era um ponto de encontro com entrevistas e acontecimentos. Eles se acabaram. Só tem uma gente ruidosa de procedimentos. O ano passado foi sepultado aquilo que me fazia subir com satisfação a este andar que era o suporte que ofereciam. Eram vários computadores acorrentados a mesa para uso e fui usar um e acabei sendo agredido pela iniciativa. Era um final de tarde quando peguei um convite de uma peça e precisava entrar em contato com uma pessoa convidando para ir junto e o notebook acorrentado não estava sendo usado na mesa. Enquanto o Miguel Arcanjo estava a minha frente com dois deles abertos e usando. Neste ano nem teve mesa. E os espaços de entrevistas se tornaram depósitos.
Um status de curadoria que vai por uma elitização daninha não alcançando o espírito artístico, de uma filosofia do estético negativa. Ponto chave para o acontecimento do evento. E os indícios são reveladores como o equivoco de colocar um teatro de rua com perna de pau num local sem pé direito o suficiente num terminal de ônibus devido a cobertura e sem área livre. O Mirar e Migrar que lembrou o vulto de obra que foi o Pereira de Londrina em edições passadas. Tremendamente contagiante, prejudicado neste local. Com 26 edições do festival e ainda não conseguiram aprender com o evento. Ou este administrador se agiliza ou ele vai morrer na praia com um grande dano para está classe artística. O resultado financeiro vem de uma viabilidade de inteligência. Que se mantenha a tradição no objetivo das 100 edições. Mas para isto é preciso mudar de negativo para positivo. Muitas das coisas que abortaram não eram tão negativos e faziam o ruído energético do festival. Muitas invencionices de curadoria elitizada sepulta o festival e dá adeus a Dionísio no seu instinto embriagado.
![]() |
| Foto: Carlos Jansson - Teatro de rua do FTC 2017 - Terminal Santa Felicidade |
