sexta-feira, 14 de abril de 2017

Festival de Teatro de Curitiba 2017 - Terreno Baldio


Na edição passada ou retrasada o espetáculo Lugar de Ser Inútil foi uma grata surpresa numa pesquisa do poeta Manoel de Barros que se foi estes dias. Deve ter ido como passarinho e deixou uma influência gratificante com a atuação do ator Paulo Chierentini e Rana Moscheta no seu grupo Olho Rasteiro. Uma obra daquela que se sente o gosto de um gourmet num belo restaurante de Paris com todo o preenchimento do peito. Claro que nunca fui para Paris. Mas é daqueles gostos Kantiano esbarrado na sublimação da sutileza descendo como plumas até chegar ao chão. 

Estes dois viraram figuras Curitibanas encontrados pelas esquinas e encruzilhadas. Não sei se são casados, namorados e irmãos. Irmãos não são porque os nomes são diferenciados. Um dia vejo os dois e me pareceu discutindo e no outro concordando em fazer alguma coisa. Um dia ela me passa na frente e atravessa a rua correndo. São nervos pulsantes de obras como o Terreno Baldio entre seus colegas de elenco num lúdico para o mundo das crianças. Um desenvolvimento sério de transformar uma imagem como jogo do corpo e os conflitos de crianças em plena brincadeira. Admiro os dois pela vontade de pesquisa com três espetáculos de rua andarilhando entre uma e outra pela cidade. São grandes atuações e a vontade para fazer os personagem bem definidos. Vale a pena ver os dois determinados e brincando juntos.

Peça Terreno Baldio - Largo da Ordem - Fringe 2017

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